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Numa sessão que reuniu mais de 20 entidades, foi celebrado o contrato de parceria para o Polo de Inovação de Tavira, na presença da Sra. Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Num conjunto de 24 polos dispersos pelo país, o Centro de Experimentação Agrário de Tavira (CEAT) gerido pela DRAP Algarve será a âncora da área de especialização dedicada à Alimentação Sustentável, com o foco na Dieta Mediterrânica. Este projeto faz parte da estratégia do Ministério da Agricultura, apresentada na Agenda de Inovação “Terra Futura”, e financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

É um projeto ambicioso que junta até ao momento 23 parceiros com responsabilidade na dinamização, implementação e execução de atividades de investigação, inovação, formação, entre outras, com o objetivo comum de fazer deste projeto um Centro de referência Nacional da Dieta Mediterrânica.

Atualmente o Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT) reúne, numa propriedade com cerca de 30 hectares localizada em pleno núcleo urbano da cidade de Tavira, um vasto acervo de coleções de fruteiras tradicionais mediterrânicas, algumas únicas no País.

Una verdadeira “Arca de Noé” da biodiversidade agrícola a que se deve um reconhecimento especial a todos os agricultores que, generosamente cederam material vegetal e viram na DRAP Algarve o guardião dessas raridades.

«Queremos que este Polo se torne um local privilegiado, não só para Tavira, não só para a Direção Regional de Agriculturas e Pescas do Algarve, não só para o Ministério da Agricultura, mas também para o país», realçou Pedro Valadas Monteiro durante a apresentação do projeto.

No âmbito de uma das parcerias constituídas, foi também nesta quarta-feira, homologado, pela Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, o protocolo celebrado entre o Município de Tavira e a Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, para a implementação de uma “Horta Urbana”, numa cerimónia que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Para a concretização deste protocolo, foi disponibilizada uma parcela de terreno, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), sendo que a criação da “Horta Urbana” será operacionalizada no âmbito do projeto Semente da Associação In Loco, o qual conta com o apoio de diversas entidades parcerias, nomeadamente da autarquia tavirense. Este tem como objetivo fomentar uma alimentação adequada, assim como disseminar os princípios da Dieta Mediterrânica.

Outra das iniciativas que tem como parceiro a autarquia tavirense, é a instalação do Museu do Mundo Rural do Algarve no antigo edifício do Posto Agrário, algo idealizado desde há muito tempo e que se pretende agora cumprir,  bem como a Instalação do Centro de Ciência Viva - Quinta da Dieta Mediterrânica, em estreita colaboração com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.

Outro dos parceiros deste projeto é o ABC – Algarve Biomedical Center, que se propõe criar no Polo de Inovação de Tavira, o Campus Med Life, destinado à formação num estilo de vida saudável, com atividades lúdicas associadas à componente formativa associada ao Estilo de Vida Mediterrânea, complementada com o recurso a tecnologias de realidade virtual. Este Campus disporá ainda de circuitos adequados para a prática do exercício físico ao ar livre, prevendo-se a sua utilização por várias gerações, desde a comunidade escolar até à população mais envelhecida. Associado ao Campus Med Life prevê-se ainda criado um Centro de Terapêuticas Digitais numa parceria entre o ABC e a Universidade Johns Hopkins, promovendo a manutenção da capacidade física e cognitiva da população e a reabilitação nas situações de doença.

Na cerimónia de apresentação do Polo de Inovação de Tavira foi também apresentado pela Sra Ministra da Agricultura, o Plano Nacional para a Alimentação Equilibrada e Sustentável (PNAES).

“Sob os eixos “Consumo”, “Produção”, “Dieta Mediterrânica” e “Educação e Literacia Alimentar”, a missão deste Plano passa por estimular a produção nacional; promover a adoção de sistemas de produção e distribuição mais sustentáveis, com base nas cadeias curtas de abastecimento e nos sistemas alimentares locais; valorizar os produtos endógenos de qualidade; valorizar e salvaguardar a Dieta Mediterrânica, enquanto sistema e padrão alimentar característico do território nacional, criando e promovendo estímulos à sua adesão; e sensibilizar e aconselhar os consumidores e a população em geral para a adoção de uma alimentação nutricionalmente equilibrada e informada.

Este Plano nasce no âmbito da Agenda de Inovação “Terra Futura” e responde à Promoção da Dieta Mediterrânica e de uma alimentação equilibrada, diversificada e sustentável, tendo ainda em consideração a Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (ESANP).”

Estiveram presentes no evento o Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Jorge Botelho; a Presidente da Câmara Municipal Tavira, Ana Paula Martins; o Diretor Geral da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Rogério Ferreira; a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, o Presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, o Presidente da Região de Turismo do Algarve, João Fernandes, o Presidente do INIAV, o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, a Vice-Presidente do Município de Loulé, a Diretora Regional da Cultura, Adriana Nogueira, entre outras entidades parceiras do projeto apresentado.

Terminada a cerimónia a Ministra da Agricultura visitou a exploração agrícola tavirense Agrívabe e os Viveiros Monterosa, em Moncarapacho (Olhão).

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A Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, juntamente com a DGAV - Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, irá realizar dia 6 de dezembro, no auditório da DRAP Algarve, no Patacão, o Seminário “Trioza erytreae”, com o objetivo de divulgar informação sobre a evolução da situação, estratégia nacional e luta biológica.
Pode participar nesta sessão por via presencial ou por videoconferência.
Consulte o programa e inscreva-se até dia 2 de dezembro.
A presença da praga na região do Algarve foi registada no passado dia 22 de setembro.
A ocorrência do inseto Trioza erytreae Del Guercio, praga de quarentena no território da União Europeia, obriga a aplicação de medidas fitossanitárias necessárias para erradicar a praga e evitar a sua dispersão.
O insecto Trioza erytreae, também designado como psila africana dos citrinos, é vector da bactéria Candidatus Liberibacter africanus, que causa a doença Huanglongbing (conhecida igualmente como Citrus greening). A Trioza erytreae também pode causar estragos directos graves em citrinos e em outros hospedeiros.

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Foi recentemente identificada a presença do inseto Trioza erytreae Del Guercio (ver Folheto Técnico) na região do Algarve (setembro de 2021), na freguesia do Rogil, concelho de Aljezur. Posteriormente foi também assinalada a sua presença nas freguesias de Odeceixe, Aljezur e Bordeira do concelho de Aljezur e nas freguesias de Sagres e Vila do Bispo e Raposeira do concelho de Vila do Bispo.

Tratando-se de uma praga de quarentena no território da União Europeia, obriga à aplicação de medidas fitossanitárias necessárias para erradicar a praga e evitar a sua dispersão.

Tais medidas incluem requisitos especiais para a circulação no território da União de determinados vegetais.

Tal informação é publicitada através de Edital, atualizados sempre que existirem novas Zonas Demarcadas. Assim, até à data foram publicitados os seguintes Editais:

- Edital emitido a 11 de outubro de 2021;

- Edital emitido a 2 de novembro de 2021.

Através da publicação dos referidos editais são notificados todos os proprietários, usufrutuários, possuidores, detentores ou rendeiros de quaisquer parcelas de prédios rústicos ou urbanos localizadas na “Zona Demarcada”, onde se encontrem vegetais de Citrus L., Fortunella Swingle, Poncirus Raf., e os seus híbridos, e de Casimiroa La Llave, Choisya Kunth, Clausena Burm f., Murraya J. Koenig ex L., Vepris Comm., Zanthoxylum L., com exceção de frutos e sementes, para a obrigatoriedade do cumprimento das medidas de proteção fitossanitária indicadas no Edital.

Informa-se ainda que:

  • A venda de vegetais de Citrus L., Fortunella Swingle, Poncirus Raf., e os seus híbridos, e Casimiroa La Llave, Choisya Kunth, Clausena Burm f., Murraya J. Koenig ex L., Vepris Comm., Zanthoxylum L., com exceção de frutos e sementes, na zona demarcada é apenas autorizada em estabelecimentos comerciais com estruturas à prova de insetos que impeça a introdução de Trioza erytreae, previamente aprovados e registados pelos serviços oficiais.
  • É proibida a comercialização, na zona demarcada, em feiras e mercados, de plantas de viveiro ou partes de plantas, incluindo porta-enxertos, ou plantas envasadas. Excetua-se desta proibição a venda por operadores que disponham de locais de atividade fora da zona demarcada ou que disponham de locais de atividade dentro da zona demarcada que cumpram as características indicadas acima;
  • Os vegetais só podem ser vendidos se totalmente envolvidos em filme plástico ou outro material que impeça o contato direto com o exterior e a sua infestação acidental e acompanhados de folheto explicativo sobre os riscos da praga e restrições aos movimentos das plantas, em modelo disponível na página eletrónica da DGAV.

Para informações mais pormenorizadas consultar o site da DGAV.: https://www.dgav.pt/

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Diretor Regional da Agricultura e Pescas do Algarve, em entrevista ao Jornal do Algarve.  Ler