A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, apresentou esta manhã, na escola Básica de Ouressa, em Sintra, quatro manuais didáticos sobre a redução do desperdício alimentar.
Sob o mote “Pensa um Momento, Poupa um Alimento!”, estes manuais nasceram de uma colaboração tripartida entre o Ministério da Agricultura, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e o Parlamento Europeu, estando organizados por quatro faixas etárias (5-7 anos, 8-9 anos, 10-13 anos e + de 14 anos). Os mesmos resultam de um processo de desenvolvimento científico, abrangente e inclusivo, que procura envolver as crianças no esforço global de reduzir o desperdício alimentar e mitigar os impactos económicos, ambientais e sociais que lhe estão associados.
Vocacionados para educadores e professores do ensino básico e secundário, estes manuais recorrem a um estilo de comunicação e a instrumentos adequados às crianças e jovens, permitindo-lhes ser “heróis da alimentação” ativos e agentes de mudança, ao passarem as mensagens de boas práticas à família e amigos. Além disso, foram concebidos num formato que pode ser facilmente adaptado a diferentes públicos-alvo, sejam eles provenientes de países desenvolvidos ou em desenvolvimento.
Os manuais hoje apresentados estão disponíveis no site do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP) e, ao estarem acessíveis online, podem chegar a toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o que significa um alcance de cerca de 270 milhões de pessoas, ou seja, cerca 3% da população do planeta.
Maria do Céu Antunes referiu, ainda, que “o desperdício alimentar tem sido objeto de diversas medidas concertadas ao nível da União Europeia e da Organização das Nações Unidas. Além disso, estes manuais contribuem para a prossecução dos objetivos da Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, para além de estarem alinhados com a Agenda “Terra Futura”, que, entre outros objetivos, procura tornar o cidadão mais consciente do impacto da sua alimentação, da urgência da proteção do planeta e da importância da conservação dos recursos naturais”.
Nesta iniciativa estiveram também presentes o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, o Vice-Presidente da Câmara de Sintra, Rui Pereira, e o Coordenador do Agrupamento das Escolas Ferreira de Castro, António Castelo Branco.
Deteção da praga Trioza erytreae na região do Algarve (concelho de Aljezur/Rogil) / Ação de luta biológica com largada do parasitoide Tamarixia dryi
Foi recentemente assinalada a presença da psila africana Trioza erytreae Del Guercio no Algarve, na freguesia do Rogil, concelho de Aljezur (conforme despacho da DGAV n.º 51/G/2021, de 28 de setembro).
Atentas a esta nova problemática para a citricultura regional, a Direção Regional de Agricultura e Pesca do Algarve (DRAP Algarve) em articulação com a DGAV realizaram ontem, dia 29 de setembro, uma largada do parasitoide Tamarixia dryi nesta região.
Esta espécie de parasitoide, específico para esta praga, utilizado já noutros locais do País, onde esta praga tem vindo a ser assinalada, tem revelado elevadas taxas de parasitismo, sendo considerado como um potencial organismo na aplicação da luta biológica contra esta importante praga da cultura dos citrinos.
O programa nacional de luta biológica contra o inseto Trioza erytreae, com aposta reforçada do Ministério da Agricultura em alternativas inovadoras e sustentáveis para o controlo de pragas de quarentena, tem vindo a decorrer desde outubro de 2019, em coordenação com os serviços fitossanitários espanhóis (que fornecem o parasitoide), visto que a praga também foi identificada na Galiza e nas Canárias.
A DRAP Algarve reforça a importância desta ação para a citricultura algarvia, a maior e mais importante área de produção ctricola do País, por forma a obstaculizar o avanço deste inseto que para além de ser praga de quarentena é também um vetor da doença do greening dos citrinos (HLB).


A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, apresentou hoje a abertura dos primeiros Avisos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com vista à “Mitigação das Alterações climáticas” e à “Adaptação às alterações climáticas”. O anúncio foi feito durante a sessão de encerramento da cerimónia “Terra Futura – A Inovação a Acontecer”, que decorreu na feira agrícola AgroGlobal, no Cartaxo.
Maria do Céu Antunes explicou que “o Ministério da Agricultura vai investir 93 M€ para implementar a Agenda «Terra Futura», inscritos no PRR, ambicionando garantir a transição ecológica, climática e digital. Estes Avisos são dois exemplos práticos de um conjunto de várias medidas de políticas públicas que temos planeadas, no sentido de ir ao encontro destes objetivos”
Do pacote do Plano de Recuperação e Resiliência para a Agricultura, 12 milhões estão destinados a projetos estruturantes, com destaque para o Portal Único da Agricultura, também lançado hoje. Este Portal – agricultura.gov.pt – pretende simplificar a relação dos produtores e agricultores com o Ministério da Agricultura, oferecendo-lhes “uma porta de entrada única para todos os organismos desta área governativa, disponibilizando as ferramentas essenciais, desde informações sobre os Avisos disponíveis, aos formulários necessários para se candidatarem aos mesmos, passando por toda a informação relativa à sua atividade. Este portal tem um processo evolutivo e vai permitir, a cada agricultor, ter uma visão de 360º sobre a sua atividade e aceder a instrumentos de apoio à tomada de decisão”, referiu.
O Ministério da Agricultura vai, ainda, disponibilizar cerca de 45 milhões de euros para promover Iniciativas I&D, “para que sejam constituídos consórcios entre a comunidade científica, os agentes económicos e os agentes do território. Pretende-se que estes consórcios encontrem soluções para os problemas identificados no setor, procurando responder ao modelo de sustentabilidade que se impõe”, explicou Maria do Céu Antunes. Além disso, o Ministério da Agricultura vai também investir 36 milhões de euros para a revitalização da Rede de Inovação, com a renovação e modernização de 24 Polos, com o objetivo de desenvolver iniciativas de inovação no setor agrícola de forma regionalizada por todo o território do continente.
A Ministra da Agricultura sublinhou que todas estas medidas materializam a Agenda de Inovação “Terra Futura”, apresentada há um ano, na AgroGlobal. Um roteiro para a década, que procura responder aos grandes desafios do setor agroalimentar, refletindo a aposta no reforço da sustentabilidade. “Queremos que os nossos sistemas alimentares sejam sustentáveis, sem esquecer a dimensão da saúde e do bem-estar como base da produção agrícola”, sublinhou. Neste contexto, foi assinado o contrato de Financiamento para execução do investimento inscrito no Plano de Recuperação e Resiliência, entre a Estrutura de Missão «Recuperar Portugal» e o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP).
A sessão “Terra Futura – A Inovação a Acontecer” integrou, ainda, um debate sobre as “Alterações Climáticas na Agricultura”, com a moderação do jornalista Luís Ribeiro, da revista Visão. Do painel fizeram parte Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente da CAP, Pedro Cunha Serra, Consultor de engenharia e gestão; Cristina Máguas, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Carlos Alexandre, da Universidade de Évora. Já a sessão de abertura contou com a intervenção de Joaquim Pedro Torres, Administrador AgroGlobal.
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