Evento ex-líbris da cidade de Tavira, capital da Dieta Mediterrânica, e marca de excelência para a região algarvia, a Feira da Dieta Mediterrânica continua a animar a cidade até domingo, dia 8 de setembro.
A CCDR Algarve, I.P. marcou presença na abertura oficial deste evento, do qual é orgulhasamente parceiro, sendo promotor de muitas atividades ao longo destes dias, como a Visita Guiada à Coleção de Fruteiras Tradicionais do Algarve e o seminário sobre a "Importância da Sustentabilidade e Saúde dos Solos", que marcaram o dia de ontem.
Até ao dia 8 de setembro visite o nosso stand CCDR Algarve, I.P., com a apresentação dos projetos PRR Revitalgarve (www.revitalgarve.pt), AGRO+EFICIENTE OU Caraterização e Melhoramento de Fruteiras Tradicionais - FruitMed.
Está aberta a votação pública ao "Prémio Inovação - Dieta Mediterrânica".
A concurso estão cinco projetos/produtores do setor agroalimentar, representadas nesta edição da Feira Mediterrânica de Tavira. Cabe ao público uma quota de 30% na decisão final, sendo a restante margem da responsabilidade de um júri acreditado para o efeito.
Para conhecer melhor estes projetos e votar naquele que considera merecedor, consulte aqui as fichas técnicas e clique aqui para VOTAR. Pode optar por votar presencialmente, no stand da CCDR Algarve, I.P., no decorrer do evento - a partir das 18h30 do dia 5 de setembro, às 23h30 do dia 7 de setembro.
A avaliação inclui critérios como o grau de inovação, a viabilidade económica, as necessidades do mercado e a sustentabilidade ambiental e social. Os prémios são monetários e destinam-se aos três melhores candidatos, nos termos definidos no Regulamento – 1.º lugar: 1.000 euros; 2.º lugar: 500 euros; 3.º lugar: 250 euros.
Os vencedores serão anunciados no dia 8 de setembro, no palco do Jardim do Coreto da Feira da Dieta Mediterrânica, pelas 18h30.
A iniciativa, fruto de uma colaboração entre a CCDR Algarve, I.P., a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento Algarvio, Associação In Loco e a Câmara Municipal de Tavira, tem o objetivo de premiar e distinguir a inovação no setor agroalimentar no âmbito da Dieta Mediterrânica.
Consulte o programa completo da X Feira da Dieta Mediterrânica.
No âmbito da FATACIL - Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Lagoa, a CCDR Algrave, I.P. promoveu, no dia 24 de agosto, no Convento de São José, a conferência "ESG - Ambiente e Sustentabilidade: desafios atuais e futuros para o Agroalimentar".
A acuidade e relevância do tema, concretamente, os maiores desafios e impactos para a implementação do ESG (environmental, social and corporate governance) nas empresas do setor agroalimentar, mas também as oportunidades que daí emergem, foi o mote para a realização da conferência.
A sigla ESG corresponde a uma tríade de responsabilidades ambientais, sociais e de governança que uma empresa ou organização deve desenvolver para alcançar o seu desenvolvimento sustentável no mercado, tendo sido apresentada pela primeira vez em 2004 numa publicação pioneira do Banco Mundial em parceria com o Pacto Global da ONU e várias instituições financeiras internacionais, chamada Who Cares Wins ("ganha quem se importa"). O tema tem granjeado muita atenção na União Europeia, sobretudo desde 2019, com múltiplas iniciativas regulatórias de entre as quais destacamos as recentes Normas Europeias para Reporte de Sustentabilidade.
A conferência dividiu-se em dois painéis: “ESG e Agricultura: Implicações e oportunidades”, pelo INIAV, IP (Georgete Félix) e Universidade do Algarve (Luís Serra Coelho), e “ESG - O papel das instituições financeiras”, com a participação de representantes do BPI (Miguel Montenegro Silva) e Millennium BCP (Vasco Cunha).
*as apresentações estão disponíveis no link de cada instituição
Terminou com a mesa redonda - “ESG | Adaptação e desafios para o setor agrícola do Algarve num contexto de alterações climáticas”, com a participação da Federação de Agricultura do Algarve, AHSA – Associação de Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur, Confagri CCRL, CNA - Confederação Nacional da Agricultura e AJAP Associação dos Jovens Agricultores de Portugal.
Portaria do Ministro da Agricultura e Pescas, Eng. José Manuel Fernandes
A água é essencial à vida, sustentando a saúde humana, a produção alimentar, os ecossistemas e a regulação do clima, sendo a sua disponibilidade e eficiente aproveitamento essencial para o território e para as pessoas.
Numa lógica de proximidade com as populações, as infraestruturas rurais e do seu reforço para os territórios onde se encontram implantadas, para a promoção da agropecuária e na mitigação do despovoamento e combate à desertificação, atendendo à escassez hídrica ao nível da região do Algarve, nomeadamente nas zonas do Nordeste e Sotavento Algarvios, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., prosseguindo o trabalho iniciado pelos serviços desconcentrados de agricultura e desenvolvimento rural da ex-Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, das várias entidades gestoras de pequenos aproveitamentos hidroagrícolas (AH) e da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), foi agora publicada a portaria n.º 184/2024/1, de 13 de agosto, assinada pelo Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, que procede à reclassificação das obras dos Aproveitamentos Hidroagrícolas de Pão Duro, de Vaqueiros, de Almada de Ouro e de Caroucha no grupo III ― obras de interesse local com elevado impacte coletivo, nos termos do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 269/82, de 10 de julho.
As obras do aproveitamento hidroagrícola de Pão Duro (23,5 ha) e de Vaqueiros (35 ha), na freguesia de Vaqueiros, concelho de Alcoutim, e de Almada de Ouro (31,6 ha), nas freguesias de Azinhal e de Odeleite, e da Caroucha (50 ha), na freguesia de Castro Marim, ambas no concelho de Castro Marim, situam-se no nordeste e sotavento do Algarve, cada uma englobando uma barragem de aterro e redes de rega que fornecem água aos respetivos perímetros de rega coletivos.
A necessidade de adequar o modelo de gestão à complexidade e importância destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas, construídos nas décadas de 1980 e de 1990, reflete-se, sobretudo, a nível local, com o elevado impacte coletivo da mais-valia associada à disponibilidade de água para rega e do potencial de utilização das albufeiras, preparando a região para um futuro com secas mais frequentes e severas, justificando a reclassificação destes quatro aproveitamentos hidroagrícolas do grupo IV para o grupo III, obras de interesse local com elevado impacte coletivo, nos termos do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 269/82, de 10 de julho, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.º 86/2002, de 6 de abril. Acresce a esta justificação a complexidade técnica inerente à conservação, exploração e gestão das barragens e demais infraestruturas e a possibilidade de aceder ao regime de concessão, só prevista para as obras dos grupos I, II e III.
Cumpre-se assim mais uma etapa desta estratégia de conciliação entre desenvolvimento humano e social em zonas do interior algarvio e uma maior eficiência no uso da água , assegurando a disponibilidade de água para a agricultura.
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