Até ao próximo dia 28 de fevereiro está aberto o aviso para a submissão de candidaturas ao PDR2020 para apoios ao restabelecimento do potencial produtivo de explorações agrícolas, danificado no seguimento dos fenómenos meteorológicos Kirk e DANA (Depressão Atmosférica em Níveis Altos), bem como da doença Língua Azul, reconhecida como catástrofe natural [Despacho n.º 1219/2025, de 27 de janeiro].
O DANA ou 'Gota Fria', afetou a região do Algarve nos dias 14, 15 e 16 de novembro de 2024 e fez-se sentir com particular intensidade no Sotavento, onde se registaram as maiores inundações e prejuízos mais elevados. Nos concelhos de Olhão e Tavira, durante a madrugada e manhã de sábado, dia 16 de novembro de 2024, em poucas horas, a chuva intensa da 'Gota Fria' provocou enxurradas com impactos significativos, entre os quais, o alagamento de campos agrícolas, destruição de infraestruturas, equipamentos e perda de produções agrícolas (entre culturas permanentes e temporárias).
A formalização das candidaturas é feita no Balcão do Beneficiário do PDR2020, que pode aceder via portal PDR2020.
Com o objetivo de divulgar e promover a transformação que a agricultura algarvia está a vivenciar e que acompanha também a evolução deste setor estratégico para o desenvolvimento socioeconómico da Europa, a CCDR Algarve I.P. – Agricultura e Pescas, com o apoio da Rede Rural Nacional e em parceria com o setor agroalimentar algarvio, está a divulgar uma campanha de vídeos curtos que narram, na primeira pessoa, casos de sucesso de investimentos apoiados por fundos europeus. Hoje vamos conhecer a Salivitae – ver VÍDEO.
A Salivitae, localizada em Portimão, é uma empresa focada na produção biológica de salicórnia, também conhecida por “sal verde” ou “espargo do mar”.
A salicórnia é uma planta halófita, que vegeta naturalmente em ambientes na proximidade do mar, sendo por isso tolerante a um certo grau de salinidade. No entanto, a exploração Salivitae dista a cerca de 3km do mar, o que torna este projeto particularmente inovador. O cultivo de Salicornia europaea orgânica certificada implicou a criação de condições ambientais adequadas, nomeadamente o controlo do teor de sal da água utilizada na rega, a impermeabilização da área de produção e a instalação de um sistema de iluminação artificial para otimizar a produção.
O projeto opera de forma totalmente sustentável, incluindo o uso de energia renovável, utilização de água reutilizada, compostagem, minimização do uso de plásticos e utilização de 100% da matéria vegetal produzida.
Além da salicórnia fresca, a empresa aposta também na desidratação e moagem em pó da salicórnia, para ser usada como substituto do sal e como suplemento natural, repleto de nutrientes. Na prática, as partes mais tenras da planta são cortadas e lavadas, depois desidratadas num forno solar e trituradas num moinho especial antes de serem embaladas.
Toda a produção é, em grande parte, para exportação, nomeadamente para os Países Baixos, considerada o maior importador europeu, e também para a Alemanha, Bélgica, Polónia e República Checa, estando identificada como uma oportunidade de investimento nos quadros de apoio europeu.
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