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Com o objetivo de divulgar e promover a transformação que a agricultura algarvia está a vivenciar e que acompanha também a evolução deste setor estratégico para o desenvolvimento socioeconómico da Europa, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. – Agricultura e Pescas, com o apoio da Rede Rural Nacional e em parceria com o setor agroalimentar algarvio, está a promover uma campanha de vídeos curtos que narram, em primeira pessoa, casos de sucesso de investimentos apoiados por fundos europeus.

Hoje damos a conhecer o projeto de um jovem agricultor, Rafael Águas, com um investimento em Bovinicultura, Horticultura e Fruticultura, apoiado pelo PDR 2020 – ver VÍDEO.


O Projeto está implementado na zona da Costa Vicentina, um território reconhecido como zona desfavorecida, em Rogil, concelho de Aljezur. São cerca de 40 hectares, divididos entre o cultivo de fruteiras, batata-doce e a bovinicultura, em regime extensivo, aproveitando eficientemente os recursos do território. Paralelamente, foi realizado um investimento em equipamentos e maquinaria agrícola.

A batata-doce é ex-libris do território e da identidade de Aljezur. Em 1998 nasceu a Associação de produtores de Batata-Doce de Aljezur, entidade gestora da Indicação Geográfica Protegida (IGP) da batata-doce de Aljezur, registada em 2009. Ao longo destes anos, e com a distinção IGP da União Europeia, a batata-doce de Aljezur tem um grande reconhecimento junto do consumidor e espaço conquistado em diferentes mercados. Rafael Águas é também sócio da Associação de Produtores de Batata-Doce de Aljezur, beneficiando da Indicação Geográfica Protegida, sendo que de momento a associação garante ao proponente o escoamento total da sua produção.

A sinergia criada entre o apoio do PDR 2020, a Associação de Produtores da Batata-doce de Aljezur e o selo IGP, além da valorização que porta ao território e à marca comercial da batata-doce de Aljezur, é um forte contributo ao desenvolvimento sustentável de projetos em zonas rurais e à renovação geracional da agricultura, promovendo a igualdade de oportunidades e o fortalecimento da economia local, enquanto protege e preserva a identidade e o património do território.

Com o objetivo de divulgar e promover a transformação que a agricultura algarvia está a vivenciar e que acompanha também a evolução deste setor estratégico para o desenvolvimento socioeconómico da Europa, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. – Agricultura e Pescas, com o apoio da Rede Rural Nacional e em parceria com o setor agroalimentar algarvio, está a promover uma campanha de vídeos curtos que narram, em primeira pessoa, casos de sucesso de investimentos apoiados por fundos europeus. Hoje damos a conhecer a Luís Sabbo, Frutas do Algarve Lda., uma empresa de produção e comercialização de fruta, com sede em Tavira. – ver VÍDEO.


A Luís Sabbo é uma das PME’s (micro, pequenas e médias empresas) de sucesso na região algarvia, tendo inclusive conquistado o Estatuto de PME Líder, em 2018. Da sua produção destacam-se o dióspiro, em que foram pioneiros no Algarve, e a romã Acco, uma variedade mais doce e com sementes mais suaves, conhecida como “romã sem sementes”.

As origens da Luís Sabbo – Frutas do Algarve Lda. remontam à década de oitenta do século passado. Com sólidos pilares no conhecimento transmitido entre gerações, associado ao saber e à inovação no campo da agricultura, a Luís Sabbo – Frutas do Algarve tem vindo a aumentar a produtividade ao longo dos últimos anos, bem como as áreas de produção, os recursos humanos e também a carteira de clientes.

A adoção de novas tecnologias de produção e pós-colheita, como a recente aquisição do equipamento de calibração de dióspiros, romãs e outros frutos redondos, tem sido um dos principais fatores para o aumento da competitividade da empresa. Este avanço é complementado pelas certificações Global G.A.P., GRASP, Portugal Sou Eu, Produção Integrada e Zerya (em implementação), que reforçam o compromisso com a qualidade e a sustentabilidade.

A convite do Município de Silves a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P. participou ativamente este fim-de-semana na 9.ª Mostra Silves Capital da Laranja, uma iniciativa promovida pelo Município que pretende destacar e promover a citricultura que se faz no Algarve e no Concelho.

O Algarve é a principal região produtora de citrinos em Portugal, com cerca de 88% da produção do país localizada neste território. É, portanto, um dos principais ativos da economia e da agricultura da região e sobre o qual gravitam os principais desafios em termos de sustentabilidade, eficiência de recursos hídricos e competitividade.

Com a presença do presidente da CCDR Algarve, I.P., José Apolinário, na abertura desta 9.ª Mostra Silves Capital da Laranja, os principais focos da participação CCDR Algarve foram os seminários e conferências da iniciativa, que reuniram e debateram um conjunto de tópicos que movem os investidores do setor, nomeadamente:

  • “Conferência XXI”, onde foram apresentados dois painéis técnicos desta entidade - “Pragas e doenças emergentes na cultura dos citrinos”, por Sandra Germano, e “Plataforma de avisos de rega (PARE)”, por José Carlos Tomás. Tendo a água como cerne dos desafios da agricultura no território português, foi trazida a debate a estratégia nacional para o setor da água.
  • Debate “Micro, Pequenas e Médias Empresas: Que apoios? Que instrumentos Financeiros? Que incentivos?”, com a participação de Aquiles Marreiros, Vogal executivo do Programa Regional ALGARVE 2030 que transmitiu informação útil para a apresentação de candidaturas por parte das micro e Pequenas e Médias Empresas;
  • Seminário “As Alterações Climáticas e a Citricultura”, com a participação do vice-presidente da CCDR Algarve, Pedro Valadas Monteiro, centrado na sustentabilidade e competitividade da citricultura na região algarvia, numa iniciativa promovida CCDR Algarve e pelo projeto PRR Agro+Eficiente.

Com identidade reconhecida a nível nacional e pela União Europeia com a distinção de “Citrinos do Algarve” – Indicação Geográfica Protegida (IGP), fruto do empenho das empresas do setor e da sua interação com a investigação e serviços públicos da área da agricultura, os resultados da última campanha de citrinos, onde se projetam as tendências para o próximo ano, apontaram para um aumento de produção na ordem dos 10% em relação à média dos anos anteriores, sendo expetável que o crescimento se mantenha no próximo ano, aportando um peso significativo à economia regional, com um volume de negócios anual de cerca de 388 milhões de euros. 

Para além de abastecer o mercado nacional, os citrinos produzidos no Algarve são dos frutos mais exportados por Portugal. Em 2023, as exportações destes produtos ultrapassaram os 197 Milhões de Euros (M€), mais 10,4 M€ do que no ano anterior.

O Projeto Revitalgarve esteve presente no Festival das Amendoeiras em Flor do Algarve, realizado nos dias 31 de janeiro, 1 e 2 de fevereiro, em Alta Mora, Castro Marim, dando a conhecer aos seus visitantes as atividades desenvolvidas, promovendo experiências enriquecedoras ligadas à gastronomia regional e às boas práticas agrícolas.

A programação incluiu demonstrações gastronómicas conduzidas pela Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, uma degustação de enchidos de ovelha churra algarvia, apresentada pela Universidade do Algarve, e uma visita técnica às explorações Bagasil (produção de medronho certificado em Modo de Produção Biológico - MPB, destinado à produção de fruto e destilação), onde foram evidenciadas a importância da utilização de boas práticas agrícolas na instalação do pomar e de técnicas culturais na condução e manutenção do medronhal, o seu valor paisagístico e ecológico, e Agro FF (exploração agropecuária focada na criação de ovelhas churras algarvias, certificada em MPB, para a produção em extensivo de carne de qualidade dirigida à restauração local).