O Auditório Paços do Concelho Séc. XXI, em Lagos, acolheu, no passado dia 10 de abril, a Conferência/Debate “Frutos Secos – Contributo para a proteção e Promoção do Património Rural”, uma iniciativa realizada no âmbito do projeto PRR Agro + Eficiente, numa organização conjunta da CCDR Algarve, I.P. e da Associação para Proteção e Promoção do Património Rural (A3PR), com o apoio do Município de Lagos.
A produção de amêndoa, figo e alfarroba integram a matriz identitária da ruralidade na região do Algarve. Entre os temas abordados, “O caso particular da Amendoeira”, “Presente e desafios da cultura da Alfarrobeira”, “Presente e desafios da cultura da Figueira” e “Fundos Comunitários PEPAC/Plano Estratégico da Política Agrícola Comum”, havendo ainda espaço para a participação e testemunho de produtores das três espécies abordadas.
O projeto PRR AGRO+EFICIENTE tem como principal objetivo a valorização de recursos genéticos tradicionais, novas culturas e gestão de água de rega em contexto de alterações climáticas, e é liderado pela CCDR Algarve, I.P. / Divisão de Apoio à Produção Agrícola, Inovação e Formação, numa parceria que envolve a Universidade do Algarve, Centro de Competências da Dieta Mediterrânica, AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve, AGRUPA - Agrupamento de Produtores de Alfarroba e Amêndoa, AIDA – Associação Interprofissional para o Desenvolvimento da Produção e Valorização da Alfarroba, Associação In Loco, COTHN -Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, FRUSOAL- Frutas Sotavento Algarve, Lda, Fulgur IT, Lda, Nutribean, Lda e Mil Plantas- Produção e Comercialização de Plantas.
Decorreu ontem, dia 3 de abril, no Auditório do Patacão, uma Sessão de Esclarecimento sobre as pragas de quarentena Scirtothrips aurantii e Scirtothrips dorsalis, promovida pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, com o apoio da CCDR Algarve, I.P. - Agricultura e Pescas.
Atualmente, na UE existem focos de Scirtothrips aurantii e de Scirtothrips dorsalis em Portugal e Espanha.
Na sessão foram explorados a distribuição atual, bioecologia, sintomas, plantas hospedeiras e os meios de luta biológica, cultural e química destes inimigos. Foi ainda trazida a Estratégia de Controlo em Espanha, pelo Centro Ifapa, do Instituto Andaluz de Investigação e Formação Agrária e das Pescas.
Extremamente polífagas, têm como principais hospedeiros a laranjeira (Citrus sinensis) e o limoeiro (Citrus limon) para S. aurantii, e a Camélia (Camellia sinensis) e a pimenta (Capsicum annuum), para S. dorsalis. A sua alimentação provoca danos nas plantas como o aparecimento de folhas distorcidas com zonas prateadas, e nos frutos uma cicatriz anelar acinzentada na casca, geralmente na zona próxima do pedúnculo.
No âmbito da sua missão, com o objetivo de divulgar e promover a transformação que a agricultura algarvia está a vivenciar, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P., com o apoio da Rede Rural Nacional e em parceria com o setor agroalimentar algarvio, tem desenvolvido uma campanha de vídeos curtos que narram, na primeira pessoa, casos de sucesso de investimentos apoiados por fundos europeus.
Hoje damos a conhecer a marca RiaFresh®, um projeto concretizado na sequência da investigação sobre a cultura sustentável de halófitas realizada pelos promotores da empresa Agro-On no Parque da Reserva Natural de Castro Marim, envolvendo entidades parceiras como o Instituto Superior Dom Afonso III (INUAF) e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), entre 2011 e 2014.
Com sede no Sítio do Besouro, em Faro, é parte da missão da RiaFresh® melhorar e diversificar os hábitos alimentares da população para um padrão mais saudável, fomentar o desenvolvimento do aproveitamento dos vegetais marinhos como parte da inovação no sector hortícola e promover a prosperidade na região do Algarve – ver VÍDEO.
Os produtos RiaFresh® são vegetais marinhos do Parque Natural da Ria Formosa e da Costa Algarvia, cultivados com um elevado padrão de qualidade. Além da salicórnia, o best-seller da marca, a RiaFresh® comercializa outros vegetais marinhos como valverde, rossio, sarcocórnia, sea fingers, inula, rúcula marinha, ficoide glacial, funcho do mar e salicórnia glauca.
As plantas halófitas apresentam características gastronómicas muito específicas e o grande impulso para a diferenciação da RiaFresh® foi o projeto XtremeGourmet. A proposta consistiu em reunir um grupo de chefs renomados, com coordenação do chefe Leonel Pereira, para que a marca alcançasse a produção de vegetais marinhos “excelentes” do ponto de vista gastronómico, nutricional e agronómico.
A sustentabilidade é uma das preocupações RiaFresh®. Miguel Salazar assegura que são cumpridos todos os requisitos para ser um produto de certificação biológica, exceto o facto de não serem cultivados diretamente no solo. Com as certificações Global G.A.P. e GRASP, a RiaFresh® garante a sustentabilidade ambiental, a segurança alimentar, a segurança dos trabalhadores e as boas práticas sociais e aumenta a sua competitividade no mercado europeu, exportando atualmente para Espanha, França, Itália, Holanda, Bélgica e Alemanha.
Este apoio do PDR 2020 permitiu melhorar eficiência produtiva, hídrica e energética, numa ótica de otimização dos recursos disponíveis.
Caso tenha sido afetado pelas recentes intempéries ocorridas na região, reporte-nos os prejuízos ocorridos através do preenchimento da ficha de ocorrências.
Após o seu preenchimento, poderá remeter à CCDR Algarve, I.P, a ficha de ocorrências para o endereço correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
Em alternativa, poderá a mesma ser entregue fisicamente nos balcões de atendimento da CCDR Algarve, I.P, nos seguintes locais:

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