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“Considerando a importância que o regadio tem para a agricultura em Portugal e pretendendo dar continuidade ao Programa Nacional de Regadios (PNRegadios) em curso, a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, determinou a elaboração de um estudo de âmbito nacional, tendo em vista o levantamento das necessidades de investimento e do potencial de desenvolvimento do regadio coletivo eficiente, num período de investimento até 2030.”

Neste seguimento a DRAP Algarve reuniu ontem com a equipa técnica da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra - estruturas do Alqueva, S.A., coordenadora do estudo, para avaliar as potencialidades e estratégias de promoção do regadio agrícola na região do Algarve.

No período da tarde a DRAP Algarve e a EDIA reuniram com a Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão (ARBSLP) e com a Associação de Regantes e Beneficiários de Alvor (ARBA), em visita às obras a decorrer no Perímetro Hidroagrícola da Silves, Lagoa e Portimão.

O PNRegadios, que arrancou em 2018 com uma dotação de 560M€, veio reforçar os instrumentos de apoio ao investimento no regadio, particularmente no que respeita às componentes de reabilitação e modernização de regadios e de construção de novas áreas a regar.

Em 2023 entrará em vigor a próxima fase do programa, que prevê um investimento de 750 milhões.

 

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Estratégia regional integrada para o controlo de Ceratitis capitata.

 

A DGAV e a DRAP Algarve, em conjunto com os citricultores algarvios preparam um plano estratégico regional para o controlo integrado da mosca da fruta. Este plano visa desenvolver um conjunto de ações e formas de luta a implementar de forma a apoiar um mais eficiente e sustentável controlo desta praga.

Para este plano é fundamental conhecer melhor a citricultura algarvia, nomeadamente as variedades plantadas e a idade dos pomares. Também é importante recolher-se informação relativa a outras culturas hospedeiras da Ceratitis capitata.

A informação recolhida é fundamental para apoio à elaboração de mapas de risco de suporte à tomada de decisão sobre as medidas fitossanitárias a aplicar e quando. Contamos assim com o apoio dos citricultores e produtores de outras culturas hospedeiras para este levantamento, com a resposta a este questionário.

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Já abriram as candidaturas para a Instalação de painéis fotovoltaicos para empresas de transformação e comercialização de produtos agrícolas. Este apoio tem uma dotação de 10M€ e pode chegar a uma comparticipação de 65% do investimento elegível proposto.
“Num contexto em que os efeitos das alterações climáticas são, cada vez mais, parte da nossa realidade, esta medida pretende melhorar as condições de vida, de trabalho e de produção no setor. Esta contribui para o processo de modernização e capacitação das empresas de transformação e comercialização dos produtos agrícolas, para além de dotar as empresas com capacidade de produção de energia solar fotovoltaica, reforçando a sua viabilidade e sustentabilidade. Paralelamente, este apoio pretende contribuir para que o setor seja mais sustentável, mais inovador e mais rentável”, referiu a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes.
 
O Aviso hoje aberto permitirá apoiar investimentos até 200.000€ e discrimina positivamente as candidaturas associadas a territórios vulneráveis e a zonas desfavorecidas de montanha, assim como beneficiários a operar em Modo de Produção Biológico ou com produtos assinados às designações DOP/IGP.

Pedro Valadas Monteiro DRAPALG HR 6 Custom 1024x682

Uma das ideias que mais mais se ouve nas conversas de café – e de Facebook – é que a União Europeia matou a agricultura portuguesa. Mas será que isso é verdade? Não terá antes havido uma reinvenção da agricultura?
 
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Pedro Valadas Monteiro, diretor regional de Agricultura e Pescas do Algarve, considera mesmo que, nos dias que correm,  a agricultura «é reconhecida como um setor sexy para trabalhar e para investir», muito graças ao uso de «tecnologia de ponta».

Este conhecimento é aplicado, por exemplo, ao nível da rega, mas também da fertilização, na colheita e na pós colheita, seja em culturas como os citrinos ou o abacate, seja nas estufas.

«No caso dos frutos vermelhos, o controlo é feito ao pé da plantinha. Aquela planta está a ser monitorizada em permanência 24 sobre 24 horas. Num abacateiro, é tudo controlado: a quantidade de água que é aplicada, a que horas é aplicada, é descontada a precipitação que cai, é descontado o teor de humidade que já existe no solo, é feito o cálculo em função do vento», descreveu Valadas Monteiro em entrevista ao Sul Informação, salientando que «quem fala em abacate, fala em citrinos».

«Tudo isto é controlado automaticamente por computadores. Nas linhas, nós temos sistema gota-a-gota, em que os aplicadores de água, à medida que a planta vai crescendo, vão sendo destapados, consoante as necessidades. É colocada a tela por causa das infestantes, para reduzir a aplicação de herbicidas, as folhas são analisadas para ver o teor de nutrientes que existe naquela folha e a adubação é calculada em função naquilo que já existe ou no solo ou na água ou na folha, e só se aplica aquilo que efetivamente faz falta, e depois tudo o resto», acrescentou.

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