A Dieta Mediterrânica é um património vivo de todo o país e da Região Biogeográfica Mediterrânica, reconhecido pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Em Portugal a Comunidade Representativa deste Património é a cidade Tavira mas evidencia um reconhecimento crescente a nível nacional e internacional. Investigada e estudada pelas diversas ciências (naturais e sociais), constitui um legado das civilizações que moldaram a nossa identidade cultural, a língua e as formas de viver, produzir e alimentar, sendo essencial à valorização e ao fortalecimento das economias regionais.
O programa da 11.ª Feira da Dieta Mediterrânica, que decorre em Tavira de 4 a 7 de setembro, reflete o trabalho de parceria alargada desenvolvido desde a primeira edição. A CCDR Algarve, I.P. é um dos parceiros desta organização, e a sua participação manifesta-se num conjunto alargado de iniciativas, que refletem muitos anos de trabalho, em particular no contexto do Desenvolvimento Regional, Cultura e na Agricultura e Desenvolvimento Rural, em prol do património vivo e dinâmico da Dieta Mediterrânica.
Enquanto responsável pela coordenação e acompanhamento da implementação do Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica na Região do Algarve (PASDM 2023-2027), a CCDR Algarve atua como entidade dinamizadora e de articulação entre os diferentes parceiros e assegurando a monitorização dos resultados e a avaliação do impacto das iniciativas, garantindo que a Dieta Mediterrânica se mantenha viva, seja preservada e promovida de forma sustentável e integrada.
Através da identificação e implementação de uma estratégia concertada das entidades regionais e demais parceiros, entidades e comunidade, e resultou do consenso regional o Plano de Atividades para a Salvaguarda da Dieta Mediterrânica na Região do Algarve, considerado um projeto transversal ao território e estruturante no âmbito da estratégia regional pela capacidade de mobilização de domínios relevantes para a região, da identidade à produção e consumo.
As ações do PASDM resultam da integração e harmonização entre as propostas preparadas pelos quatro grupos de trabalho criados: Produção, Transformação e Comercialização de Alimentos; Biodiversidade e Património Natural; Património Cultural e Estilo de Vida e Alimentação operacionalizados em dezasseis grupos de trabalho no sentido de serem implementadas ações para a sua concretização.
Através da operacionalização do PASDM 2023-2027, o Algarve reafirma o seu compromisso com a salvaguarda da Dieta Mediterrânica, num esforço coletivo que reforça a coesão territorial e valoriza o património comum, sob a coordenação estratégica da CCDR Algarve.
Conheça aqui as principais atividades promovidas pela CCDR Algarve no âmbito do programa da Feira:
A apresentação do estudo da Ernst & Young veio confirmar o papel cada vez mais estratégico da agricultura na economia do Algarve. A região tem demonstrado uma trajetória de crescimento sustentado e resiliente, em que o setor primário surge como uma das áreas de especialização mais relevantes a seguir ao turismo, assumindo um peso regional claramente superior à média nacional.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve), apresentou no dia 28 de agosto, no Convento de S. José, em Lagoa, o estudo “O Valor Económico da Agricultura no Algarve”, realizado pela Ernst & Young (EY). A apresentação decorreu no âmbito da Conferência “Agricultura – Um Ativo Estratégico para o Algarve”, uma iniciativa da CCDR Algarve integrada no programa da FATACIL 2025, promovida pelo Município de Lagoa.
O encontro contou com a participação de cerca de 80 pessoas, entre representantes institucionais, académicos, agricultores e agentes económicos, demonstrando a relevância do setor agrícola no desenvolvimento regional.
O estudo destaca a agricultura como um pilar fundamental da economia regional, resiliente e em crescimento, mesmo perante os desafios da escassez de água e das alterações climáticas, representando 4% do valor acrescentado bruto regional, acima da média nacional. As conclusões apontam que o setor primário se afirma como o segundo setor de especialização do Algarve, logo a seguir ao turismo, e que desempenhou um papel determinante durante a pandemia, mitigando os efeitos da contração do setor turístico.
Em 2023, apesar dos desafios hídricos que se enfrentam, a atividade agrícola na região teve um impacto de 811 milhões de euros no valor acrescentado bruto (VAB) e criou 30.936 empregos. Gerou ainda 445 milhões de euros nas remunerações das famílias a nível nacional. Foi igualmente sublinhado o papel da agricultura como motor de distribuição de riqueza, através das remunerações que gera e do contributo significativo para a receita fiscal, que atingiu 389 milhões de euros em 2023.
O estudo salientou ainda a importância estratégica das culturas de citrinos, que dominam a superfície agrícola (38%) e a produção (76% da produção nacional em 2023), mas dos frutos subtropicais, especialmente do abacate, que registaram um crescimento notável, superior a 96% na produção entre 2013-2023, destacando-se pela elevada rentabilidade por hectare. As exportações de bens agrícolas e da indústria alimentar são também dominadas pelos citrinos, que de 2017 para 2023, quase duplicaram de valor, representando neste período entre 70% a 80% do valor total exportado pelo Algarve.
Outro ponto em evidência foi o potencial ainda por explorar na indústria alimentar baseada em recursos locais, que pode reforçar a diversificação e promover a subida na cadeia de valor.
O seminário integrou também a apresentação do Professor Carlos Marques - A Agricultura da Região Algarvia e a Importância da Água”, que sublinhou como prioritário o investimento na produção de conhecimento e na inovação aplicada às culturas tradicionais, desde a rega à mecanização, passando pela transformação e comercialização. Quanto ao fator água, enfatizou que as tarifas tenderão a aproximar-se progressivamente do custo real, tornando a eficiência no seu uso determinante para a viabilidade da agricultura regional, ainda que soluções onerosas, como a dessalinização, dificilmente possam ser suportadas pelo setor, sendo preferível apostar em alternativas locais como a captação e o reaproveitamento de águas. Finalmente, lembrou que a próxima campanha agrícola, com o fim dos direitos históricos da Política Agrícola Comum e a transição para a superfície elegível anual, abre uma oportunidade para melhorar os apoios ao rendimento dos agricultores algarvios, embora subsistam incertezas nas negociações do próximo quadro orçamental da União Europeia, que podem reduzir o envelope financeiro disponível.
“O setor agrícola é considerado estratégico para a região e demonstra resiliência, modernização, inovação e capacidade de distribuir riqueza no emprego e remunerações”, salienta José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve.
Com esta iniciativa, a CCDR Algarve reforça o seu papel de parceiro ativo na valorização da agricultura como ativo estratégico para o desenvolvimento económico e social da região, contribuindo para a reflexão e definição de caminhos que permitam assegurar uma agricultura cada vez mais sustentável, competitiva e inovadora.
O “Estudo do Impacto Económico da Agricultura na Região do Algarve” foi realizado no âmbito do PDR2020-20.2-FEADER-092942 (Assistência Técnica RRN 2023).
O estudo “O Valor Económico da Agricultura no Algarve” está disponível para consulta aqui.
Com o objetivo de reforçar a importância da agricultura enquanto ativo estratégico da região e evidenciar o papel das políticas públicas na valorização e sustentabilidade do setor, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve) apresenta, no próximo dia 28 de agosto, no Convento de S. José (Lagoa), o “Estudo do Impacto Económico da Agricultura na Região do Algarve”, realizado pela Ernst & Young, SA.
Esta apresentação acontece no âmbito da Conferência “Agricultura: um Ativo Estratégico para o Algarve”, e traz a público, pela primeira vez, uma análise detalhada e quantificada da relevância económica do setor agrícola no Algarve. Segue-se um painel conduzido pelo Professor Catedrático Carlos Marques - “A agricultura da região algarvia e a importância da água para a agricultura”, ampliando a reflexão para o contexto nacional e os desafios do setor no atual quadro económico.
O debate alarga-se com uma mesa-redonda, moderada pelo Vice-Presidente da CCDR Algarve, Pedro Valadas Monteiro, que reúne os principais representantes do setor agrícola nacional: Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI), Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) e a Federação da Agricultura Algarvia (FEDAGRI).
A conferencia contará com a presença do senhor Secretário de Estado da Agricultura, João Moura.
Já no espaço Amar a Terra, no recinto da FATACIL, e em complemento a este momento de reflexão estratégica, terão lugar as apresentações e provas de vinhos da Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA) e da VIMAR – Feria del Vino y el Mar, sublinhando a importância da cooperação entre o Algarve e a Andaluzia, reforçando a partilha de conhecimento, produtos e identidade mediterrânica.
Esta Conferência é aberta ao público em geral, devendo apenas registar a sua inscrição em: https://shorturl.at/7yOVY.
O “Estudo do Impacto Económico da Agricultura na Região do Algarve” foi realizado no âmbito do PDR2020-20.2-FEADER-092942 (Assistência Técnica RRN 2023).
O Concurso do Mel do Algarve, organizado pela Melgarbe – Associação dos Apicultores do Sotavento Algarvio, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve I.P. (CCDR Algarve), através da área de Agricultura e Pescas, e a Câmara Municipal de Lagoa, realiza este ano a sua 38.ª edição, uma iniciativa que distingue a excelência do mel produzido no território algarvio.
A iniciativa decorre no âmbito da 44.ª edição da FATACIL, no espaço “Amar a Terra”, no dia 24 de agosto, pelas 10h30, reunindo produtores, embaladores e apreciadores deste produto emblemático da região.
O setor apícola é um pilar fundamental da agricultura algarvia, não apenas pela reconhecida produção de mel de qualidade, mas também pelo contributo para a preservação da biodiversidade e para a sustentabilidade dos ecossistemas.
Podem participar apicultores e embaladores legalmente registados, com amostras de mel de origem algarvia. As inscrições e entrega de amostras estão abertas até às 17h00 do dia 21 de agosto de 2025, nas instalações da Melgarbe, no edifício da CCDR Algarve, no Patacão – Faro. Para mais informações, consulte aqui o REGULAMENTO.
As amostras admitidas serão avaliadas por um júri independente, através de critérios de análise sensorial que incluem cor, sabor, aroma e apreciação global, distinguindo-se os melhores méis da região.
A iniciativa procura contribuir para a afirmação do valor do mel algarvio, aproximar produtores e consumidores, num espaço que celebra a identidade e a riqueza agrícola do Algarve.
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