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mar2020 out2022

 

Os dados de execução do MAR2020, revelam que as candidaturas aprovadas, executadas ou em execução no Algarve até à data, se situam nas setecentas e três, resultando destas iniciativas um investimento superior a 80 milhões de euros e um apoio público de 65 milhões.

Relativamente aos eixos prioritários indicados, este número de candidaturas corresponde a um quarto do total das candidaturas apresentadas no âmbito das Direções Regionais, representando montantes de investimento e de despesa pública da ordem dos 16%.

Em termos de Eixos prioritários, nos quais o MAR2020 se encontra estruturado, são as medidas do Eixo 2, associadas à aquacultura as mais representados na região, correspondendo 28% do total de candidaturas, e a mais de 43% do investimento, em termos regionais. Estes investimentos têm origem nas mais de um milhar de estruturas existentes na região, sobretudo situadas nas zonas interditais (Ria Formosa e Alvor), e dedicadas à produção de bivalves, às quais se juntam as unidades de produção aquícola offshore licenciadas entre Sagres e Vila Real de Santo António.

Com origem no domínio da atividade da Pesca, correspondendo ao Eixo Prioritário 1, temos o maior número de candidaturas submetidas (cerca de 60% das candidaturas na região). Candidaturas estas que se distribuem por diferentes medidas, como sejam investimentos a bordo ou as compensações por cessações temporárias. A iniciativa destas candidaturas provém do universo de embarcações de pesca registadas nas capitanias da região, sobretudo das que se dedicam à pesca costeira. Incluem-se também neste Eixo 1, os investimentos em portos de pesca, em locais de desembarque em abrigos e lotas.

Os Eixos 4 e 5, traduzem a atividade dos Grupos de Ação Costeira do Barlavento e do Sotavento, e os investimentos na comercialização e na transformação de produtos da pesca e da aquicultura, respetivamente.

pdr out 2022

Até ao presente (final de outubro de 2022), contabilizam-se 1.341 candidaturas aprovadas no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020) na área geográfica de ação da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve). Essas candidaturas representam um investimento elegível de cerca de 125 milhões de euros, dos quais 84 milhões correspondem a apoio publico.

Das diferentes áreas que compõem o Programa, são as medidas relativas à “Competitividade e Organização da Produção” que concentram maior número de candidaturas, e as maiores percentagens de investimento e ajuda publica, sendo que dentro destas medidas são as ações relativas à “Melhoria da Eficiência dos Regadios” e aos “Investimentos nas Explorações Agrícolas” de jovens (até 40 anos de idade) e demais agricultores que representam a maior fatia, tanto em número de candidaturas como em montantes aprovados.

A área relativa ao “Ambiente, Eficiência no Uso de Recursos e Clima”, que concentra as medidas de apoio à floresta, regista um incentivo aprovado da ordem dos 15 milhões de euros.

Merece também referência a Medida 10 – Leader, da responsabilidade dos Grupos de Ação Local (Vicentina, In Loco e Terras do Baixo Guadiana), que contabiliza até ao presente perto de 3 centenas e meia de candidaturas, um indicador do trabalho de animação do mundo rural algarvio em que essas associações têm estado envolvidas, e que se intensificou no presente ano.

A partir do início janeiro de 2023, perspetiva-se a entrada em vigor de um novo programa de apoio, designado PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum para Portugal, aprovado no passado dia 31 de agosto, e que vigorará entre 2023 e 2027.

 

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No âmbito da parceria associada ao "Projeto Semente", apoiado pelo Programa Bairros Saudáveis (projeto nº194), decorreu no passado dia 21 de novembro uma sessão de partilha e divulgação dos resultados alcançados com a implementação de duas hortas urbanas em Tavira.

Para este efeito, realizou-se nesse dia uma primeira visita à Horta Figueira, situada junto às Piscinas Municipais, a que se seguiu a Horta Amendoeira, no espaço da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve - Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT) cedido para o efeito, tendo esta sessão culminado num momento de partilha, nas instalações da sede do CEAT, onde as entidades que patrocinaram e protagonizaram esta iniciativa usaram da palavra para partilhar as suas visões sobre o programa Bairros Saudáveis, o Projeto Semente e as experiências e resultados alcançados.

Foi dado particular destaque à participação e testemunhos dos hortelãos, que foram os protagonistas principais do Projeto Semente e que foram convidados a partilhar a sua experiência sobre o caminho percorrido e o que representa para cada um fazer parte deste processo produtivo comunitário, tornado possível com a instalação destas hortas Comunitárias, que seguirão as práticas da Agricultura Biológica e apelam à promoção da literacia e autodeterminação alimentar, bem como à importância dos circuitos curtos agroalimentares.

Pelas 17:30h teve lugar o momento de assinatura pelos hortelãos do regulamento das Hortas Urbanas de Tavira, sendo que a Horta instalada no CEAT dispõe de 36 talhões trabalhados pelos hortelãos, mais um talhão experimental.

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𝘋𝘶𝘳𝘢𝘯𝘵𝘦 3 𝘥𝘪𝘢𝘴, 𝘧𝘰𝘳𝘢𝘮 𝘮𝘢𝘪𝘴 𝘥𝘦 𝘶𝘮𝘢 𝘤𝘦𝘯𝘵𝘦𝘯𝘢 𝘰𝘴 𝘱𝘢𝘳𝘵𝘪𝘤𝘪𝘱𝘢𝘯𝘵𝘦𝘴 𝘲𝘶𝘦 𝘴𝘦 𝘥𝘦𝘴𝘭𝘰𝘤𝘢𝘳𝘢𝘮 à𝘴 𝘪𝘯𝘴𝘵𝘢𝘭𝘢çõ𝘦𝘴 𝘥𝘢 𝘋𝘙𝘈𝘗 𝘈𝘭𝘨𝘢𝘳𝘷𝘦 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘢𝘴𝘴𝘪𝘴𝘵𝘪𝘳 𝘦 𝘥𝘦𝘣𝘢𝘵𝘦𝘳 𝘰𝘴 𝘥𝘦𝘴𝘢𝘧𝘪𝘰𝘴 𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘵𝘳𝘢𝘯𝘨𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘥𝘰 𝘴𝘦𝘵𝘰𝘳, 𝘢𝘴 𝘢𝘭𝘵𝘦𝘳𝘢çõ𝘦𝘴 𝘤𝘭𝘪𝘮á𝘵𝘪𝘤𝘢𝘴 𝘦 𝘰 𝘱𝘰𝘵𝘦𝘯𝘤𝘪𝘢𝘭 𝘥𝘢 𝘱𝘳𝘰𝘥𝘶çã𝘰 𝘦𝘮 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘶𝘨𝘢𝘭.
 
Cada sessão foi iniciada por uma conferência plenária proferida por um orador convidado, seguida de sessões de comunicações orais e em painel, abordando temas como a produção sustentável, a transformação, a valorização da produção e dos subprodutos e a comercialização, no âmbito das fileiras da alfarrobeira, amendoeira, aveleira, nogueira e pistaceira.
 
Com um plantel de 24 oradores, este evento contou com os melhores especialistas nacionais e estrangeiros, dando um contributo importante para um crescimento mais sustentável das cadeias de valor dos frutos secos em Portugal, entre eles:
 
• Paula Cruz Garcia, Subdiretora- Geral da DGAV - Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que marcou o inicio da sessão de trabalhos no ultimo dia do evento, com uma intervenção sobre os atuais desafios da proteção fitossanitária das plantas;
• Xavier Miarnau Prim do Instituto de Investigación y Tecnologías Agroalimentarias (IRTA);
• Joan Tous, da Empresas innovadoras Garrofa (EiG);
• Isabel Castro do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, (INIAV, IP)
• a investigadora Vanessa Vasconcelos, que no âmbito do projeto Cultivar, apresentou o trabalho sobre a Análise Nutricional de 16 variedade de Avelã da Colonia Agrícola Martim Rei do Município do Sabugal;
• Margarida Cortez Vieira da Universidade do Algarve UAlg;
• Luis Cabrita da DRAP Algarve;
• etc,
 
“𝘿𝙚𝙨𝙖𝙛𝙞𝙤𝙨 𝙣𝙖 𝙥𝙧𝙤𝙙𝙪çã𝙤 𝙚 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙧𝙘𝙞𝙖𝙡𝙞𝙯𝙖çã𝙤 𝙙𝙚 𝙛𝙧𝙪𝙩𝙤𝙨 𝙨𝙚𝙘𝙤𝙨” foi o mote para a mesa redonda contemplada no programa do Simpósio.
 
“Moderada por Pedro Reis (SCAP/ INIAV, IP), a mesa redonda contou com as intervenções de Albino Bento, Presidente do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos (CNCFS), Miguel Chaves, da Migdalo, Horácio Piedade, da AGRUPA – Agrupamento de Produtores de Alfarroba e Amêndoa e Pedro Valadas Monteiro, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Algarve.”
 
"𝘈 𝘚𝘶𝘴𝘵𝘦𝘯𝘵𝘢𝘣𝘪𝘭𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 é 𝘤𝘰𝘯𝘥𝘪çã𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘢 𝘤𝘰𝘮𝘱𝘦𝘵𝘪𝘵𝘪𝘷𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘦 𝘴𝘪𝘯ó𝘯𝘪𝘮𝘰 𝘥𝘦 𝘧𝘶𝘵𝘶𝘳𝘰. 𝘛𝘢𝘮𝘣é𝘮 𝘯𝘢 𝘢𝘨𝘳𝘪𝘤𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢. 𝘌, 𝘤𝘰𝘮𝘰 𝘧𝘪𝘤𝘰𝘶 𝘣𝘦𝘮 𝘤𝘭𝘢𝘳𝘰 𝘯𝘦𝘴𝘵𝘦 𝘴𝘪𝘮𝘱ó𝘴𝘪𝘰, é 𝘯𝘢 𝘱𝘳𝘰𝘥𝘶çã𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘵𝘪𝘤𝘪𝘱𝘢𝘥𝘢 𝘦 𝘯𝘢 𝘪𝘮𝘱𝘭𝘦𝘮𝘦𝘯𝘵𝘢çã𝘰 𝘱𝘢𝘳𝘵𝘪𝘭𝘩𝘢𝘥𝘢 𝘥𝘦 𝘤𝘰𝘯𝘩𝘦𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘤𝘳𝘦𝘴𝘤𝘦 𝘰 𝘧𝘶𝘵𝘶𝘳𝘰 𝘥𝘰 𝘴𝘦𝘵𝘰𝘳 𝘦 𝘥𝘢 𝘴𝘰𝘤𝘪𝘦𝘥𝘢𝘥𝘦.", foram as palavras do Secretário de Estado da Agricultura, Rui Martinho, no encerramento da sessão.
 
O evento, organizado pelo Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos e pela Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP), terminou com uma tarde dedicada a visitas técnicas, nomeadamente às Coleções de frutos secos do Centro de Experimentação Agrária de Tavira e à empresa Industrial Farense, Lda.
 
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